Oi Andreia!
Engraçado que ontem, ao deitar pra dormir, estava me lembrando de qdo descobri que o Pablo nasceria com atresia de duodeno... Só pode ser um sopro Divino mesmo pq hoje, ao abrir o blog, me deparo com seu comentário.
Assim sendo resolvi colocar esse post especial aqui pra que um dia possa ajudar outras mamães com filhinhos com essa má formação. (Aviso que será um post longo).
Qdo estava com umas 26 semanas de gestação, durante um ultrassom de rotina, descobrimos que Pablinho poderia ter atresia duodenal. ????? Que nome estranho! Esse tal de duodeno serve pra q mesmo? Acho que desde os tempos de escola nunca mais tinha ouvido falar disso. A médica tentou me tranquilizar (como fazem a maioria dos médicos) mas eu me apavorei (como fazem a maioria das mães). Nem ela sabia ao certo como me explicar pq tratá-se de uma má formação rara. Fui então pesquisar a respeito e pra meu espanto não achei praticamente nada. Li muito a respeito da atresia esofágica (q parece ser mais comum), mas sobre a duodenal só encontrei as síndromes q poderiam vir associadas. A mais comum é a síndrome de Down. Como meus exames deram todos negativos pro Down essa possibilidade era remota.
Sinceramente isso nem de longe era o q me importava!
Foi então que fui procurar um cirurgião pediatra pra saber como proceder e tbem pra conhecer a pessoa q teria q operar meu Pablo ainda pequenino.
Como minha gestação era de alto risco por ser quadrigemelar tínhamos o agravante da prematuridade q ele teria.
Hoje vejo que, de uma forma ou de outra, o Pablo tinha q ser prematuro. Taí outra obra Divina. Ele se cercou de todos os lados pra ser prematuro. Se não fosse pela quadrigemelaridade seria pela atresia (raríssima). Isso pq como complicação tive polihindramia, ou seja, o líquido aminiótico aumentou muuuito e a bolsa do Pablo cresceu o dobro do normal.
Assim, as 29 semanas, vieram ao mundo meus 4 tesouros. Pablo pesando 955g e sem nenhuma síndrome aparente.
Outra Obra Divina: O pediatra que ficou incumbido do Pablo tinha acabado de ter um filhinho com atresia esofágica! Como ele foi atencioso!! Era o chefe da uti (e vejam se Deus não estava o tempo todo presente).
No dia seguinte recebi a visita do cirurgião no quarto (outro médico enviado por Deus). Eles tinham feito um ultrassom no Pablo e realmente ele tinha atresia, mas se existia alguma outra má formação associada só saberíamos durante o ato cirúrgico.
Tudo foi programado pra que a cirurgia ocorresse no dia seguinte, mas pela manhã Pablo teve a tal hemorragia intracraniana (q não teve a ver com a atresia e sim com a prematuridade). Conclusão: Cirurgia adiada!
Ele fez transfusão, perdeu muito peso e enquanto não fosse operado só poderia se nutrir pela veia.
Com 11 dias de vida e pesando 800g Pablo foi pro centro cirúrgico fazer a cirurgia. O milagre então foi feito: O menor bebê a sobreviver a uma cirurgia de tão gde porte aqui em minha cidade!
Junto com a atresia ele tinha outra má formação associada (má rotação intestinal). Tudo foi corrigido (o médico precisou operá-lo com material de cirurgia oftalmológia de tão pequenino).
Veio então o pós cirúrgico. Ele usou uma sonda que saía pela boquinha por onde era drenado um líquido marrom esverdeado (acho q era bílis e restos da cirurgia). Somente qdo esse líquido clareasse Pablo poderia receber, aos pouquinhos, alimentação por boca (através de sonda). Os dias foram passando, o líquido clareando e enfima ele pôde tomar o primeiro ml de leite. Fez seu primeiro cocozinho, hehe.
E assim a atresia foi corrigida!
As intercorrências tantas q ele teve foram devido a hidrocefalia, e não a atresia. Hoje ele usa sonda gástrica não por conta da atresia, mas por conta da paralisia cerebral.
Se uma mãe se encontrar nessa situação (assim como a Andreia) procure um bom cirurgião antes de seu bebê nascer. Isso foi fundamental pra cura do meu bebê.
Qualquer dúvida que eu puder ajudar estou aqui.
Um abraço!